Playboy da Praia Tá Fazendo De Tudo Para Comer Minha Esposa

Capítulo 1



Carol e eu estamos casados há oito anos, e nossa relação sempre desperta curiosidade — ou pena — nas pessoas ao nosso redor. Eu sou baixo, com 1,66 m, careca desde os trinta anos, rosto comum e uma barriga que nenhuma dieta ou academia consegue eliminar. Minha esposa, por outro lado, é o tipo de mulher que faz o tempo parar: 1,74 m de altura, pele branquinha, corpo magro e esguio, cabelos lisos tingidos de ruivo que vão até a cintura. Bunda enorme e durinha, enquanto seus seios médios são tão firmes que todo mundo pergunta se são de silicone. Pelo visual, qualquer um juraria que ela é influencer ou modelo. Só que, na verdade, Carol é pesquisadora, cheia de bolsas, prêmios e publicações na universidade.

O contraste é tão absurdo que evito até andar de mãos dadas com ela em público. As pessoas olham torto, cochicham, e alguns caras chegam a dar risadas disfarçadas. E a Carol detesta isso mais do que eu. Ela fica pistola por ser confundida com uma acompanhante de luxo só porque resolveu casar com alguém que, no quesito beleza, está bem abaixo dela.

Parece loucura ela ter escolhido alguém como eu, mas aconteceu. Eu fui professor de sociologia dela na faculdade. Ela tinha só 22 anos, enquanto eu tinha 35. Ela era a aluna mais linda que já havia passado pela minha sala, e eu, apenas um cara com autoridade, experiência, estabilidade — tudo o que uma garota naquela fase deseja.

Naquela época, eu me sentia o cara mais sortudo do planeta. Carol nunca havia namorado ninguém antes — eu fui o primeiro em diversas coisas. Já eu, aos 35 anos, havia rodado bastante: namoros que não deram certo, algumas aventuras e a certeza absoluta de que uma mulher como ela estava completamente fora do meu alcance.

Por isso, pisei fundo no acelerador. Não queria dar tempo para ela pensar demais, comparar ou perceber que existiam opções muito melhores por aí. Em menos de um ano, estávamos noivos. Pouco depois, casados. Na minha cabeça, quanto mais rápido eu trancasse aquela porta, mais difícil seria para ela sair.

Mas o tempo passou, e as coisas mudaram. Carol deixou de ser aquela garotinha inocente e inexperiente para se tornar uma mulher completa — inteligente, segura e desejada por todos. Todas as vantagens que eu tinha no começo — idade, carreira, vivência — simplesmente evaporaram. Começamos a brigar por qualquer bobagem: um olhar mais demorado que algum cara lançava para ela na rua, um comentário idiota de um amigo, uma foto que ela postava. Certa noite, após mais uma discussão idiota, ela soltou: “Talvez a gente devesse fazer terapia de casal.”

Aquelas três últimas palavras me gelaram. Eu sabia que, se entrássemos num consultório, tudo viria à tona: minha baixa autoestima, o medo de não ser suficiente, a diferença física que todo mundo via. Nosso casamento não sobreviveria. Em vez disso, sugeri uma semana na praia: uma segunda lua de mel, um tempo só nosso, um cessar-fogo.

Mal sabia que aquela viagem me mostraria, da forma mais cruel possível, que talvez eu nunca tivesse sido suficiente para ela.

Chegamos ao hotel no fim da tarde, exaustos após horas de estrada. Enquanto eu só pensava em tomar um banho e esquecer o mundo, Carol já estava animada, falando em acordar cedo no dia seguinte para correr na orla e fazer uma trilha antes que o sol esquentasse. Eu disse que preferia dormir até mais tarde, sentar em um quiosque e passar o dia bebendo cerveja enquanto admirava o mar. E aquela simples conversa virou uma discussão rápido demais.

Ela me acusou de sempre escolher o caminho mais fácil e de transformar qualquer tentativa de reconexão em mero conforto e preguiça. Eu retruquei que reconectar não precisava virar um teste físico e que estávamos ali para descansar. No fim, bati o pé e ela acabou cedendo.

Enquanto eu ajustava o despertador para as dez da manhã, me senti vitorioso, não sei exatamente o por quê. Talvez achava que aquilo era uma prova. Se ela se submetia à minha vontade, só podia ser porque ainda se importava com a relação, e a gente iria sobreviver aos nossos problemas.

Fomos para a praia. Carol tirou a canga e se deitou de bruços sobre ela. Só naquele momento percebi o biquíni vermelho que ela usava: pequeno, apertado, com a parte de trás desaparecendo completamente na sua bunda durinha. Não sei se ela fez aquilo de propósito, mas, enquanto eu fingia olhar o mar, me perguntei se ela havia escolhido aquele biquíni como retaliação pela discussão da noite anterior — ou se era inocente a ponto de não perceber que, pelo resto da manhã, todos os homens na orla iriam virar a cabeça para nós.

Um grupo de moleques chegou, carregando engradados de cerveja e montando uma barraca gigante a poucos metros de nós, gritando o tempo todo, cada um tentando chamar mais atenção que o outro. Mal terminaram de armar a barraca, um deles ligou uma caixa de som no volume máximo, botando um funk alto pra caralho — explícito, basicamente um pornô para cegos.

Carol tentou manter a calma, mas batia o pé com tanta força que areia começou a voar na minha direção. Sabia exatamente o que aquele tique significava: ela estava puta da vida. Soltou um grunhido alto de irritação, levantou-se e anunciou que ia ao quiosque pegar o drink mais forte disponível para aguentar aquele inferno.

Fiquei ali, olhando-a se afastar, a bunda balançando para lá e para cá no biquíni vermelho que mal cobria nada, enquanto os caras da barraca viravam a cabeça para seguir o movimento. Um deles deu uma cotovelada no amigo e murmurou algo que fez os dois rirem baixinho. Fingi não notar, mas aquilo me revirou o estômago.

Um deles foi ainda mais ousado: esperou Carol chegar ao quiosque, fazer o pedido e foi direto na direção dela — como um daqueles personagens de desenho animado que flutuam no ar, atraídos pelo cheiro de uma torta recém-assada. Eu não conseguia acreditar na ousadia daquele filho da puta — era impossível que ele não tivesse notado que ela estava comigo, a poucos metros dali. 

Meu sangue ferveu. Levantei-me da cadeira e fui em direção ao chuveirão ao lado do quiosque. Fingi lavar os pés na água fria, mas, na realidade, meu único objetivo era espiar aquela interação — uma espécie de teste a fidelidade da minha esposa.

Ele se aproximou com aquele sorrisão escancarado, os músculos do peito esticando a regata fina enquanto se inclinava no balcão. "Oi, me chamo Murilo. E você, gata?"

Carol murmurou, sem se virar para ele, os olhos fixos no atendente: "Carolina."

"Prazer, Carolzinha. O que eu preciso fazer pra conseguir o seu número?"

Ela revirou os olhos — como uma adolescente lidando com o pai chato —, mas manteve o tom cordial, sem dar muita corda. "Desculpa, eu tenho namorado." 

Aquilo me pegou de surpresa: namorado? Por que não marido? A gente estava casada há anos. Meu cérebro deu um nó, não conseguia entender porque ela estava me rebaixando naquela conversa.

Murilo deu uma risada grave, daquelas que transbordam confiança. "Tá desculpada! Mas a gente pode ser amigo, né? Nada demais."

Carol finalmente se virou e o mediu de cima a baixo, franzindo a sobrancelha ao percorrer o peito largo e os braços veiosos de musculação. Confesso que nem senti muito ciúme naquela hora — claramente, ela o achava mais ridículo do que excitante. E antes que ela pudesse dizer algo, ele emendou, sem dar espaço: "Aluguei uma casa com uns amigos aqui perto; a gente sempre faz churrascos e festas. Seria legal se você e o seu namorado aparecessem por lá." 

Ele deu um passo mais perto e estendeu o celular — como se fosse a coisa mais normal do mundo —, o corpo dele quase roçando no dela. Carol pegou o celular, hesitou por um segundo, mas digitou algo rápido. 

"Ah, legal. Manda uma mensagem depois", disse ela, com um tom seco, virando-se bruscamente para voltar à canga. E o que aconteceu em seguida foi inacreditável, como uma cena de um dorama.

Murilo esticou a mão e segurou o braço dela. "Ei, você esqueceu o drink." Os olhos dos dois se chocaram por alguns segundos que, para mim, pareceram uma eternidade. Ela não puxou o braço imediatamente; ficou ali parada, e eu juro que vi um tremor sutil percorrer seus ombros. Ela só pegou o copo, depois de segundos imersa naquela tensão, quando ele a soltou devagar, deslizando os dedos pela pele branquinha dela — como se quisesse gravar a sensação antes de soltar minha mulher.

Voltei para minha cadeira, possuído pelo capeta. Cheguei um pouco depois da minha esposa, que ergueu o rosto da canga e perguntou onde eu estava.

"Assistindo ao showzinho", respondi seco, jogando-me na cadeira com o corpo inteiro tenso.

"Não começa, Lucas. Não aconteceu nada demais; o menino só perguntou as horas pra mim.", ela disse num tom preocupado.

E, enquanto engolia aquela explicação furada, vi Murilo checar o celular com um sorrisinho filho da puta no rosto — sentindo que aquilo era apenas o começo de algo que me devoraria.

Capítulo 2



Voltamos para o quarto do hotel, mas eu já tinha formulado um plano completo na minha cabeça; não era obrigado a aguentar aquele tipo de coisa. Comecei a tirar minhas coisas do armário e colocá-las na mala. Carol, já pelada porque estava se preparando para tomar banho, ficou confusa por um tempo.

"O que diabos você está fazendo?", berrou ela, sua voz reverberando pelo quarto apertado, como se eu houvesse incendiado a cama inteira.

Eu nem parei, continuei enfiando uma camiseta na mala, apertando com força para caber. "Indo embora... você pode achar que eu sou imbecil, mas mentira e traição são coisas que eu não vou tolerar."

Ela piscou atordoada, o rosto enrubescendo de fúria ou perplexidade, e veio em minha direção com passos decididos. Meu corpo enrijeceu por completo — imaginei que receberia um tapa. No entanto, ao invés disso, ela agarrou meu braço com vigor, as unhas se enterrando na pele, forçando-me a interromper o que fazia. "Você enlouqueceu? O que está acontecendo com você?"

Devagar, soltei o braço e me virei para fitá-la nos olhos. O coração batia descontrolado, as lágrimas ameaçando escapar, mas eu as engoli com força. Por dentro, eu me sentia um louco calculista, escolhendo cada palavra como arma. "Pode me achar um idiota, mas lembre-se: eu fui seu professor. Acha mesmo que eu não vi você digitando aquele número no celular do garoto? Vai mentir lá na casa do caralho, Carolina."

Ela me encarou por um instante, atônita, como se estivesse falando em grego, antes de explodir numa gargalhada histérica, falsa e estridente. "É por isso que você tá tão puto?" O tom dela escalou, os olhos verdes flamejando enquanto cruzava os braços sobre os seios nus. "Tá bom, eu menti. Só queria um dia tranquilo na praia. O cara estava me chavecando, sendo insistente pra caralho, então dei um número falso pra ele me deixar em paz."

Embora a resposta dela fizesse todo sentido, eu não queria ceder tão fácil — a raiva ainda queimava dentro de mim. No fundo, sabia que estava forçando a barra, mas sem munição real para contra-atacar com palavras, continuei remexendo a mala, jogando as roupas dentro de qualquer maneira, só para prolongar o drama e não dar o braço a torcer.

Gradualmente, o rosto dela foi perdendo a rigidez, suavizando a expressão dela. Ela mudou o abordagem: aproximou-se por trás de mim, o mamilo tocando deliberadamente nas minhas costas, enquanto os dedos deslizavam, fazendo um carinho leve pelo meu braço. "Para com isso, amor... essa briga é pura besteira."

Mantive os braços cruzados. "Não vou tolerar mentiras ou traição. Se continuar assim, não compensa mais..."

Antes que eu pudesse prosseguir, ela me deu um abraço apertado por trás. Seus seios se pressionaram contra minhas costas. O aroma salgado de praia dela me envolveu, e ela sussurrou no meu ouvido, o hálito morno eriçando os pelos da minha nuca. "Você tem razão, desculpa. Eu só queria evitar a briga. Vamos deixar de bobagem?"

Fiquei imóvel, meu pau já completamente duro, latejando contra a bermuda, traído pelo abraço dela, que me envolvia como uma cobra. Não respondi, só respirei fundo, tentando não ceder, mas a mão dela desceu devagarinho pelo meu peito, os dedos traçando linhas preguiçosas sobre a camisa, indo mais e mais, até chegar na bermuda. Ela acariciou por cima do shorts, apertando de leve o volume ali, meu pau pulsando sob a palma da mão. "Vem, amor...", murmurou, mordiscando de leve o lóbulo da minha orelha.

Meu domínio se desfez por completo. Girei abruptamente, segurando sua cintura com firmeza e arremessando-a sobre a cama com mais força do que queria, seu corpo despido saltou no colchão macio. Ela soltou uma risada baixa, de surpresa, porém sem opor resistência — seus olhos revelavam um mistério indecifrável. Poderia ser desejo ardente, ou mero alívio por ter evitado o confronto.

Caí sobre ela, a língua forçando passagem num beijo, enquanto minhas mãos apertavam seus seios, o polegar circulando o bico do peito dela. Gemendo alto, ela cravou as unhas nas minhas costas, as pernas se entrelaçando nas minhas costas, já tentando tomar as rédeas. Puxei a bermuda para baixo, me libertando, duro como uma rocha. Entrelacei os meus dedos nos cabelos ruivos dela, tentando empurrar a cabeça dela até o meu pau.

Mas, a cabeça dela não se mexeu, e após oito anos de casamento, eu conhecia bem o motivo: Carol detestava chupar, achando aquilo "sujo" e "degradante". As poucas vezes que ela fez para mim, foram rápidas e com quase nenhum entusiasmo. "Vai, amor, só um pouquinho...", rosnei rouco, insistindo com mais pressão na nuca dela.

Ela resistiu, virando o rosto para o lado, os lábios cerrados. "Não, Lucas, hoje eu não estou afim de fazer isso...", murmurou. Rolou o corpo por cima do meu, e como uma leoa, imobilizou minhas mãos com as dela, enquanto montava em mim, as coxas fortes apertando minha cintura.

Meu pau roçou na entrada dela, sentindo o calor úmido da buceta recém-raspada, já escorregadia de desejo. Devagar, ela foi engolindo a cabeça do meu pau centímetro por centímetro, descendo lentamente até ele estar totalmente dentro dela. Os músculos pélvicos se contraiam como se quisessem me capar.

“Que filha da puta”, pensei. Todos os problemas do nosso casamento valiam a pena exatamente por causa daquele momento.

Cavalgou, devagar no início, subindo e descendo no ritmo dela, os seios balançando quase tocando o meu rosto, os mamilos roçando meus lábios quando ela descia. Tentei soltar as mãos para apertar aquela bunda durinha perfeita, poder ditar o ritmo. Mas, Carol segurava firme, braços esticados, usando o peso do corpo para me manter preso. “Deixa que eu controlo hoje, amor...”, sussurrou, deslizando a buceta mais rápido no meu pau, o som molhado de pele contra pele enchendo o quarto.

Gemendo, eu erguia os quadris para encontrar os dela, metendo cada vez mais fundo, cada vez mais forte, com ela sempre no controle de tudo. "Assim... vai...", grunhi, mordendo o lábio para conter o orgasmo iminente, as bolas se contraindo com o tesão acumulado. Ela soltou minhas mãos, e eu tentei novamente empurrar sua cabeça para baixo, fazendo ela rir, em recusa do meu desespero. Ao invés do que eu queria, ela inclinou o corpo à frente, os seios pressionando meu peito, a boca tocando meu ouvido.

Sussurrando, entre os rangidos do colchão, minha esposa começou me provocar: "Imagina, amor... aquele bombado me fodendo como se eu fosse uma boneca... me erguendo, me virando, me abrindo toda… com certeza ele tem um pauzão." As palavras saíam entrecortadas, os quadris batendo frenéticos, a buceta encharcando o pau.

Meu cérebro deu um curto-circuito — raiva, tesão e ciúme misturados num bolo só. Meu pau inchou ainda mais dentro dela, até gozar, o esperma jorrando em golfadas quentes no fundo da buceta dela, os quadris tremendo enquanto ela continuava cavalgando, contraindo como se quisesse sugar cada gota que saía de mim.

Desabamos exaustos, ela estirada sobre meu peito, nossos corpos grudados pelo suor quente. Meu coração batia descompassado, agora atormentado por uma dúvida fresca que me devorava por dentro. "Você endoidou, Carol? Que caralho foi isso?", resmunguei, a voz ainda rouca.

Ela levantou o rosto devagar, os olhos verdes brilhando com um resquício de excitação, e exibiu um sorrisinho torto e safado que sempre usava quando sabia que tinha me encurralado. "Foi só pra dar uma apimentada, amor. Você mesmo vive falando que eu nunca tento nada de novo na cama. Olha aí: deu certo. Gozou feito um adolescente." Com uma risada leve, rolou para o lado, esticando o corpo nu na cama, a bunda perfeita empinada na minha direção, como se nada tivesse acontecido.

Sentei na beira da cama, as pernas ainda tremendo um pouco, enquanto colocava a cueca de volta. "Não foi brincadeira. Você pensou nele de verdade. Eu vi como olhou pro cara na praia." As palavras saíram sem filtro, o ciúme me controlando agora, mas no fundo eu não queria acreditar. Carol era minha, sempre tinha sido. Aquilo tinha que ser só uma fantasia idiota, certo?

Ela bufou, virando-se para me encarar, os seios balançando com o movimento. "Lucas, para com essa paranoia. Foi só uma besteira que inventei na hora. Se não curtiu, da próxima eu calo a boca e a gente volta pro de sempre: cinco minutinhos de papai-e-mamãe e boa noite."  O tom dela era leve, quase brincalhão, mas ainda assim, algo não parecia certo. 

“Plim”, o celular dela apitou — provavelmente uma notificação. Carol se levantou devagar e foi em direção ao aparelho, checando a tela por um segundo antes de bloquear e jogá-lo de volta na bolsa.

"Quem era?", perguntei, tentando soar casual, mas minha voz me traiu, saindo trêmula.

"Ninguém, amor. Só o alarme." Ela veio até mim, beijando minha testa de leve, o corpo nu tocando no meu uma última vez antes de ir para o banheiro. Ouvi a água correndo de novo e fiquei ali, sozinho na cama bagunçada, o lençol úmido de suor. Meu pau deu um pulo fraco só de lembrar das palavras dela — "com certeza ele tem um pauzão" — e eu odiei meu corpo por reagir. Mas e se não fosse brincadeira? E se ela estivesse testando as águas, vendo como eu reagiria?

Balancei a cabeça, deitando-me de costas e olhando para o teto. Não, Carol não faria isso. Ela me amava, apesar de tudo. A gente ia superar essa merda, como sempre.

Capítulo 3



Minha esposa anunciou que ia correr na orla, enquanto eu tirava meu cochilo da tarde. Quando vi o topzinho rosa-choque apertando os seios dela e o microshortinho de lycra que subia pela bunda, deixando as coxas expostas, pensei em falar alguma coisa. Mas sabia que era uma causa perdida. Tentei dormir, rolei para cá e para lá, mas nada adiantou. Depois de uns dez minutos, fui para a rua.

Cheguei à praia e me sentei num quiosque, pedindo uma cerveja gelada. Mesmo sendo de tarde, o sol ainda estava insuportável, deixando tudo em volta úmido e abafado. Fiquei ali, fingindo olhar o mar enquanto esperava Carol voltar da corrida. Havia grupos de turistas, famílias com crianças, gente jogando futevôlei, o de sempre. Tomei minha cerveja devagar, olhando o movimento, mas pensando nas brigas idiota com a minha esposa e no quanto aquela viagem estava tendo o efeito contrário do que eu planejava.

Depois de tempo, ela apareceu na orla, correndo devagar, o corpo inteiro suado. Ela não me viu no quiosque — passou reto, ofegante, e sentou-se num banco perto, as coxas bronzeadas brilhando. Paguei minha cerveja e fui na direção dela, chegando bem na hora em que ela secava o rosto com a mão.

"Amor, que bom que você veio me buscar", ela disse, brincando, ao se levantar para me dar um beijo rápido na bochecha — suado e salgado. “Mas, não chega muito perto de mim, que eu estou suada, nojenta.”

De mãos dadas, voltamos para o hotel andando pela beira da praia, em silêncio quase total, apenas apreciando a paisagem e um dos poucos momentos de calmaria que tivemos naqueles dias. Até que começamos ouvir gritos. “CAROL! CAROL! CAROL”. Carol parou no meio da areia, os olhos arregalados de surpresa, e virou o rosto para uma loira alta que corria em nossa direção. E o pior: eu sabia exatamente quem era e eu não suportava aquela mulher.

Bianca era uma das “amigas” de Carol da adolescência — aquelas que minha esposa conhecera em concursos de miss, para os quais a minha sogra a obrigava a participar. Todas as amigas daquela época pareciam clones: altas, loiras, siliconadas, fúteis, cheias de plásticas e casadas com algum velho da lancha. Agora que Carol era pesquisadora, não tinha mais nenhuma conexão com aquele mundo nem com aquelas pessoas.

Ainda assim, as duas se abraçaram efusivamente, entre gritinhos e risadas. Mal dava para reconhecer minha própria mulher — era uma regressão completa. "Bianca! Quanto tempo, menina! O que você tá fazendo aqui?", perguntou Carol.

"Vim passar o fim de ano com uns amigos!" Bianca respondeu, antes de me olhar de cima a baixo, com o sorriso mais falso que já vi, com certeza me desaprovando. Forcei um "oi" seco, apertando a mão mole dela.

A conversa fluiu solta: Bianca falando das plásticas novas, das viagens a Dubai, das festas que organizava. Carol ria, atualizando sobre a carreira e planos para viagens, quando a gente tivesse algum dinheiro sobrando. Então a amiga da minha esposa soltou: "Olha, hoje à noite a gente vai fazer um luau incrível aqui na praia! Fogueira, músico profissional, drinks liberados... Você tem que vir, Carol! Vai ser como nos velhos tempos."

Quase ri com as últimas palavras… velhos tempos. Não achava que Carol tinha saudades daquela época em que sua mãe a forçou desesperadamente a tentar caber num sonho que nunca foi dela.

Testes para comerciais, concursos de beleza, aulas de postura — tudo empilhado um em cima do outro como se disciplina pudesse fabricar vocação. Carol cresceu carregando esse projeto alheio nas costas, aprendendo cedo a sorrir quando mandavam e a calar qualquer desconforto. Talvez fossem desses “velhos tempos” que ela falava — e não achava que minha esposta tinha qualquer saudades daquela época.

Mesmo assim, Carol olhou rápido para mim, os olhos verdes brilhando de animação. "Sério? Eu nunca fui a um luau... O que acha, amor?"

"Podemos ir, se você quiser", respondi baixo, deixando claro pelo tom que eu não tinha a menor vontade de fazer aquilo. Porém, Carol ignorou meu tom e virou-se para Bianca com um sorriso radiante. "A gente vai, sim!"

Bianca bateu palminhas, como se fosse uma foca treinada, animada pra um caralho. "Perfeito! Começa no pôr do sol. Te vejo lá, amiga!" disse, dando outro abraço apertado na minha esposa, ignorando minha cara de poucos amigos, e saiu rebolando, acenando e indo em direção ao seu grupo.

"A gente não vai nessa porra, né?", perguntei assim que ela saiu, frustrado.

Carol parou de andar, plantando os pés na areia fofa e me olhou com uma mistura de impaciência e súplica. "Ai, amor... por que não? Faz anos que não vejo a Bianca, e ela é divertida. Estamos aqui para relaxar, para tentar algo diferente... Lembra quando a gente era mais jovem e fazia loucuras?"

"Ouvir conversa de gente chata e fútil… Isso parece mais tortura do que loucura." Cruzei os braços, puto só de imaginar passar a noite fingindo simpatia para aquela turma.

Carol não gostou da minha piada. Ela ficou séria, os olhos estreitados contra o sol. "Lucas, se continuarmos nessa mesmice, você sabe o que vai acontecer. Essa viagem é nossa chance. Não podemos ficar trancados no quarto o tempo todo."

As palavras dela me acertaram como um soco. Era uma ameaça velada, mesmo que ela tivesse um pouco de razão. A rotina estava nos destruindo. E eu conhecia bem a minha esposa, mesmo se eu dissesse que não queria ir, ela iria para o lual sozinha. 

Suspirei, passando a mão nos cabelos ruivos dela, úmidos de suor. "Tá bom, a gente vai. Mas só por uma hora, no máximo. Se Bianca começar com aquela falsidade, ou se eu não aguentar os amigos playboys dela, a gente sai na hora."

Ela sorriu animada e me deu um beijo rápido. "Vai ser legal, amor. Prometo."

Capítulo 4



Chegamos ao hotel, e eu me joguei na cama, ainda puto com a ideia daquele luau ridículo, fingindo mexer no celular para ignorar a animação da minha esposa. Carol, por outro lado, parecia uma criança no Natal — pulando do banheiro para o armário, experimentando roupas, rindo sozinha no espelho. "Vai ser tão legal, amor! Fogueira na praia, música ao vivo, gente jovem... A gente precisa disso, né?"

Resmunguei algo baixinho — tipo "precisa uma ova" —, mas não quis começar outra briga. Fiquei só olhando enquanto ela se arrumava, sofrendo como se tivesse um caroço entalado na garganta.

Ela escolheu um vestidinho branco curto, de alcinhas finas, com decote profundo que quase fazia os seios pularem para fora — tecido leve e transparente o bastante para revelar o contorno do biquíni quando a luz incidia nos lugares certos. A saia rodada, curta pra caralho, expunha as coxas branquinhas. Nos pés, rasteirinhas simples; cabelos ruivos soltos caindo pelas costas; batom vermelho que fazia os lábios dela parecerem gigantescos. "Gostou?", perguntou ela, girando devagar para exibir o visual.

Ela estava linda… gostosa para um caralho. Ainda assim, tentando me preservar, soltei: "Ah... talvez fosse melhor algo mais comportado. A gente nem conhece essas pessoas."

Ela parou diante do espelho, girando o corpo para admirar o reflexo da bunda, e deu um sorrisinho safado. "Amor, é praia, é verão... Todo mundo vai estar assim. Me deixa vestir uma coisa bonitinha. Você sempre diz que eu devo me soltar mais, não é? Relaxa, é só para ouvir música e beber um pouco." Carol interpretava um personagem inocente, mas de boba não tinha nada. Ela queria se sentir desejada.

Chegamos à praia com o céu já escurecendo, o sol se afogando no mar e tingindo tudo de um tom alaranjado. A fogueira crepitava alta no centro da areia, cercada por umas vinte pessoas espalhadas em cangas e cadeiras de praia, com uma caixa de som tocando uma playlist de sertanejo e funk. O cheiro de maconha infestava o ar; copos plásticos vermelhos nas mãos de todos. Bianca nos viu de longe e veio abraçar minha esposa, dando dois beijos estalados em cada bochecha — como se ela fosse carioca.

"Que bom que você está aqui! Vem, vem, a galera tá ali!", exclamou ela, puxando Carol pela mão e me deixando para trás como se eu fosse um mero acessório. Já arrependido de estar ali, fui seguindo, olhando fixamente as costas da minha esposa. 

Quando finalmente paramos, olhei a minha volta, e o que eu vi, quase me fez cair estatelado no chão. Murilo estava lá, com os mesmos amigos babacas de antes, agora misturados às clones loiras de Bianca. Todos de camisas brancas abertas, exibindo peitos depilados. 

Fiquei observando, curioso para ver a reação de Murilo ao nos ver. Ao perceber minha esposa na festa, um sorrisinho filho da puta surgiu no rosto dele. Veio em nossa direção, parou diante dela, abriu os braços, esperando que ela se jogasse neles.

Carol permaneceu rígida; mesmo quando ele forçou o abraço, os braços dela ficaram inertes ao redor do próprio corpo, o rosto virado para o lado, querendo encerrar aquilo o quanto antes.

"Que bom te ver de novo, Carolzinha...", murmurou ele no ouvido dela, forçando uma voz grave. "Mas número falso é sacanagem, hein?"

Carol baixou os olhos para o chão imediatamente, as bochechas corando de constrangimento, os olhos verdes piscando rápido, como se quisesse sumir dali. Murilo finalmente pareceu notar minha existência — virou o rosto para mim e estendeu a mão, com um sorriso falso.

"Você deve ser o namorado! Prazer, sou Murilo."

"Marido", corrigi seco, apertando a mão dele com força e encarando seus olhos — mensagem clara: "Tira a mão da minha mulher ou eu quebro essa cara de playboy". Um tom carregado e o corpo inteiro tenso.

Murilo deu uma risadinha, virando-se quase de costas para falar com a Carol, como se eu fosse feito de ar. "Parabéns, Carolzinha! O noivado de vocês foi rápido, né?" Ele piscou para ela, ignorando completamente minha cara de ódio. "Vou pegar uma bebida para nós três, para comemorar o novo casal."

Ele foi até o cooler, pegou garrafas e começou a preparar os drinks nos copos de plástico. Fiquei ali, o ciúme corroendo como ácido. Carol se aproximou de mim devagar e murmurou baixinho, os olhos ainda em direção ao chão: "Tá, amor... talvez você tivesse razão. Esse luau não é a nossa praia."

Olhei para ela, surpreso com a admissão tão rápida. "Então vamos embora agora, antes que esse babaca volte com as bebidas."

Carol hesitou, mordendo o lábio inferior daquele jeito que me deixava louco — metade inocente, metade safada. "É... mas a Bianca tá ali e vai achar falta de educação se a gente sumir logo que chegou. Vamos ficar só um pouquinho, tomar essa bebida e dar tchau. Prometo que não demora."

Antes que eu pudesse rebater, Murilo voltou, com três copos na mão — cheios até a borda de uma mistura colorida que cheirava a vodka barata e frutas. Ele entregou um para Carol primeiro — os dedos roçando de propósito nos dela —, depois me passou o meu como. "Para comemorar o casamento relâmpago!", brindou alto, batendo o copo no de Carol com força demais e fazendo o líquido respingar no decote dela. “Vou ficar feliz de ser o responsável por dar o primeiro porre de vocês como marido e mulher!”

Minha esposa deu uma risada nervosa, limpando o peito com a mão. "Obrigada, Murilo... mas, na real, a gente só veio dar uma passadinha."

Murilo fez cara de cachorro abandonado. "Ah não… A noite tá só começando! Olha a fogueira, a música... Você não pode ir embora assim, Carolzinha.", disse ele, a voz baixa e rouca, cravando os olhos nos dela.

Instintivamente, cerrei o punho, a vontade de socar a cara dele era quase irresístivel. Me contive, dando um gole grande na bebida — que por sinal estava forte pra um caralho. Carol tomou um gole do seu copo e fez uma cara feia. "Bom, talvez só um pouquinho… Não é como se tivéssemos algum compromisso, né, amor?", ela murmurou, olhando para o fogo em vez de para mim.

Acabamos ficando bem mais que o "pouquinho" prometido. Murilo voltou com mais rodadas de bebida; Bianca surgiu puxando Carol para o meio das amigas. Formaram um círculo, falando de plásticas, dietas, viagens à Grécia, e Carol mergulhou na conversa como se nunca tivesse saído daquele mundo. Fiquei ali ao lado, bebendo cerveja atrás de cerveja, respondendo com monossílabos a qualquer um que tentava conversar comigo.

Minha esposa sempre foi fraca para bebida. Duas caipirinhas bastavam para deixá-la corada, rindo alto, olhos vidrados. Em pouco tempo, ela estava soltinha, dançando sozinha perto da fogueira — quadris rebolando no ritmo do funk, vestidinho branco subindo e descendo nas coxas a cada giro — enquanto os caras viravam a cabeça não tão discretamente para assistir. Eu me distraí por um segundo com um papo idiota sobre cripto, e quando vi, Murilo já se aproximava dela, como tubarão farejando sangue.

Ele chegou por trás, colocando as mãos na cintura dela como se não fosse um completo desconhecido. Carol não parou de dançar, mas virou o rosto para ele com expressão meio irritada, aumentando a distância entre os dois. Levantei devagar, fingindo ir pegar outra cerveja, e me aproximei de fininho para ouvir o que os dois conversavam.

"E aí, Carolzinha... curte dançar assim?", ele murmurou no ouvido da minha esposa. Um papo ridículo de rei do camarote, o corpo quase grudando nas costas dela.

Carol bufou, mas não se afastou imediatamente. "Para com essa história de Carolzinha, cara. Carol já basta."

Murilo riu com o corpo inteiro, a mão se aproximando — sem tocar — da cintura dela. "Opa, desculpa aí, senhorita Carolina. Você sabe o que eu tô louco para fazer agora?"

Ela parou de dançar, pensou por um segundo e repsondeu: "Pode falar."

"Tô doido para pular no mar pelado. Já fez isso alguma vez?"

Carol fez uma careta de desgosto, deu um passo se afastando ainda mais dele e rebateu na lata: "Que nojo, Murilo. Ninguém aqui é obrigado a ver isso."

Ele riu e chegou perto de novo, sem se ofender. "Aposto que tem gente morrendo de vontade de ver, sim."

"Talvez… só te garanto que eu não sou uma dessas pessoas", rebateu ela, o tom firme, afastando-se dele e voltando para o círculo das amigas como se nada tivesse acontecido. Respirei aliviado por um segundo, certo de que ela havia cortado a investida.

Mas a realidade era incapaz de abalar aquele homem. Depois de levar aquele toco da minha mulher, ele gritou: "Quase meia-noite, galera! Hora de comemorar de verdade!" Saiu correndo para o mar, jogando as roupas no caminho, como um animal descontrolado.

Todo mundo riu e aplaudiu. Eu não tirei os olhos da reação da Carol. Na minha cabeça aquilo era mais um teste para saber se aquela fantasia que ela propôs na hora do sexo era só uma brincadeira mesmo, ou se no fundo, realmente tinha algo dentro dela que buscava testar nossos limites.

Mas, diferente do resto, minha esposa ignorou por completo o show. Exausta de tanto dançar, ela se jogou numa canga, e parecia pronta para voltar ao hotel. Sentei do lado dela, passando a mão nos cabelos ruivos molhados de suor, num cafuné lento — marcando meu território. Ela encostou a cabeça no meu ombro por um instante, suspirando, e pensei que talvez a noite acabasse ali, quietinha, só nós dois.

O banho de mar de Murilo não durou muito tempo. Assim que pararam de prestar atenção nele, ele voltou, pingando água do mar, o corpo todo brilhando sob a luz da fogueira como se tivesse sido untado com óleo para uma competição de bodybuilding. O cara era alto, tinha um tanquinho, todos os músculos dele eram definidos como se ele fosse um boneco de uma aula de anatomia, e infelizmente, não era isso que mais chamava atenção naquele momento. 

Ele tinha uma rola absurda — longa, grossa, a cabeça vermelha e inchada balançando a cada passo que ele dava na areia. Devia ter uns bons 15 centímetros mole, fácil. Todo mundo fingia não olhar, mas dava pra ver as amigas loiras da Bianca cochichando e rindo baixo.

Olhei para minha esposa, que parecia hipnotizada, os olhos verdes grudados no corpo daquele gorila, acompanhando cada passo, boca entreaberta, bochechas coradas. Mordia o lábio de leve, o corpo ainda balançando no ritmo da música, como se imaginasse algo que nem para si mesma queria admitir.

Ele veio direto na nossa direção, sem desviar o caminho, o pauzão ainda balançando, parando bem na frente da Carol, com aquela coisa a poucos centímetros do rosto dela. A sombra dele cobriu a gente, e o cheiro de mar e suor invadiu o ar.

Carol ergueu o rosto devagar, tentando não olhar diretamente para o pau dele, embora fosse quase impossível pela distância que estava. "Cansou já?"

Murilo sorriu. "Ah... chato ficar sozinho. Acho que eu tava precisando de companhia."

"Que pena", rebateu ela, seca, virando o rosto para o lado. "Tava bom você longe."

Ele riu alto e grave, como se a rejeição dela fosse uma piada particular dos dois. Num movimento brusco, sem aviso, abaixou-se e pegou-a no colo — os braços fortes em volta da cintura e das coxas, erguendo-a com facilidade como se fosse uma boneca de pano.

Carol gritou de surpresa, as pernas chutando o ar, o vestidinho subindo todo e mostrando a calcinha do biquíni por baixo. "Me solta, seu idiota!", berrou ela, as mãos batendo no peito dele sem força de verdade.

Murilo saiu correndo para o mar como um King Kong raptando uma donzela, rindo alto enquanto as ondas batiam nas canelas. Eu levantei num pulo, enfurecido e corri atrás, pronto para brigar. A única coisa que eu queria naquele momento era socar aquele playboy bêbado até ele aprender a respeitar os outros.

Eles entraram na água, Murilo ainda carregando-a no colo, e de repente deu um caldo nela — mergulhou os dois de uma vez, rindo como louco.

Carol se desvencilhou dele imediatamente, emergindo tossindo, os cabelos ruivos grudados no rosto, o vestido molhado colando no corpo todo, o rosto apavorado.

Eu entrei no mar com roupa e tudo, a bermuda encharcando na hora, xingando alto: "Seu filho da puta, tira a mão da minha esposa!"

Parti para cima dele, punhos cerrados, o coração martelando de raiva pura.

Murilo emergiu rindo, e nos empurramos e encaramos até sairmos da água. Só então percebi o quanto havia errado o cálculo. Aquele homem nu, com um pau gigantesco duro pra caralho, era uns 20 centímetros mais alto que eu, fora os ombros largos e braços grossos de academia — eu parecia um anão ao lado dele.

Ele me olhou de cima, o sorriso esmaecendo, mas sem medo, apenas esperando minha reação.

A turma do "chega disso" veio rápido — Bianca e uns amigos gritando: "Para com isso, galera!", "Brincadeira só, relaxa!". Alguém segurou meu ombro; outro puxou Murilo para trás. 

Carol veio correndo da água, molhada dos pés à cabeça, o vestido agora transparente mostrando tudo — e o pior: os mamilos tão duros que pareciam prestes a romper o biquíni por baixo. Ela pegou minha mão com firmeza, os dedos frios da água entrelaçando nos meus, e murmurou baixinho, mas decidida: "Deu, amor. Tá na hora de irmos pra casa."

Eu ainda tremia de raiva, olhando para Murilo sendo puxado pelos amigos, rindo como se tudo não passasse de uma piada hilária.

Segurei a mão da minha esposa com força e saímos dali, andando pela areia fria, o barulho da fogueira ficando para trás. A noite acabara, mas algo dentro de mim sabia que aquilo era apenas o começo de uma merda maior.

 

A história continua.

Se esse capítulo te prendeu, o resto vai mais longe.

📘 Comprar versão Kindle na Amazon ⚡ Comprar o ePub no Hotmart